Ambiguidade em tempos de revolução e contrarrevolução: As demandas e polémicas de Sebastião Xavier Botelho
DOI:
https://doi.org/10.48751/CAM-2026-25429Palabras clave:
Sebastião Xavier Botelho, Magistratura, Cargos políticos, Revolução, ContrarrevoluçãoResumen
Com base em fontes de diversa tipologia, este artigo visa acompanhar o trajeto de Sebastião Xavier Botelho (1767-1840), um magistrado com ligações à nobreza que na primeira fase da sua vida adulta teve particular intervenção no teatro português, como dramaturgo e inspetor dos teatros de São Carlos e da Rua dos Condes. Após uma breve passagem pelo Brasil onde foi desembargador da Casa da Suplicação do Rio de Janeiro, recebeu em 1818 a sua primeira nomeação política como governador da Madeira e Porto Santo, encontrando-se nessas funções quando se deu a revolução de 1820. Teve outras nomeações que não se chegaram a concretizar até ser indicado, ainda por D. João VI, para o posto de governador de Moçambique, onde se manteve até 1829, regressando ao reino em pleno período miguelista, durante o qual reivindicou (e suplicou) nova posição que não obteve, pese embora protestasse a sua adesão ao monarca absoluto. No final da guerra civil desenvolveu várias estratégias de aproximação à fação liberal triunfante, tendo alcançado assento parlamentar como par do reino e deputado e publicado alguns textos de teor político e ultramarino. A sua vida, marcada pelos ciclos revolucionários e contrarrevolucionários que o país atravessou, não foi isenta de polémicas que aqui se analisam, no sentido de aprofundar o conhecimento das ações de detentores de cargos públicos e políticos ao longo desses tempos de forte conturbação.
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Derechos de autor 2026 Conceição Meireles Pereira, Isilda Monteiro

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